O Laboratorio e o Amphiteatro de Chimica da Escola Politécnica são uma jóia histórica e científica da Universidade de Lisboa, da cidade e do país. É possivelmente o único sobrevivente dos grandes laboratórios de ensino e de investigação das universidades europeias.
Desde a sua construção que se elogia a sua monumentalidade, funcionalidade e elegância. Numa primeira abordagem o Laboratorio tem relevância pela sua beleza, singularidade e pela atmosfera autêntica que proporciona a quem visita.
Por outro lado, o Laboratorio Chimico no seu conjunto, bem como a articulação dos diferentes espaços e a sua evolução ao longo do tempo, são muito relevantes para a história da química e do seu ensino, particularmente em Portugal. Neste aspecto, e para além do espaço, que constitui em si mesmo um documento histórico de valor inegável, existe uma extensa documentação arquivística e iconográfica que complementa e intensifica a importância do Laboratorio como fonte para a história da ciência. Finalmente, há a referir a existência de uma das mais importantes colecções de química da Europa, proveniente deste mesmo espaço.
É esta integração colecção-espaço-arquivo que torna o Laboratorio particularmente singular, possibilitando inúmeras e frutuosas abordagens, quer para a divulgação da ciência e do ensino da ciência junto do público em geral quer para a investigação histórica.
Portugal tem a extraordinária singularidade e privilégio de possuir três laboratórios químicos históricos:
- o Laboratorio Chimico da Universidade de Coimbra (séc. XVIII)
- o Laboratorio Chimico da Escola Politécnica, na Universidade de Lisboa (séc. XIX)
- o Laboratório Químico ‘Ferreira da Silva’, na Universidade do Porto (início século XX, por recuperar)